Dicas para sanar o problema da ruptura no supermercado

Ruptura no supermercado: como resolver?

Para o consumidor, não há nada pior do que ir a uma oja de supermercado buscando determinado produto e não encontrá-lo. Ou ainda, quando com um carrinho já cheio, percebe que um item importante de sua lista não foi encontrado nas gôndolas. É de desanimar, e com certeza faz com que muitos cliente abandonem a loja e procurem fazer suas compras em outro lugar.

Mas não é só o o consumidor que fica triste. o supermercadista também: foi perdida uma venda, e é de uma em uma que o giro se realiza e a receia vem para o Caixa. sem a venda, a receita fica para uma outra oportunidade, se o cliente voltar…

A situação acima é mais conhecida tecnicamente como “ruptura”. De acordo com estudo realizado pelo instituto de pesquisa Neogrid, em janeiro deste ano, o índice de ruptura, aumentou mais de 35% em relação ao mês anterior, e chegou a 13,08%, patamar mais elevado desde outubro de 2014.

Depois de identificar onde e como a ruptura está acontecendo na loja, é hora de tomar atitudes para sanar o problema. O diretor comercial do Supermercado Super Mais, Diogo Pertence, afirma que há índices de ruptura que são apurados e os que muitas vezes passam despercebidos aos olhos do supermercado. “A ruptura existe, sim, mas é praticamente impossível acabar totalmente com ela, porque é algo que não depende só de você”.

Quando se trata da indústria e das outras partes, algumas atitudes prévias podem ajudar a reduzir o problema. Uma pequena pesquisa sobre o comportamento de seu público, previsão de vendas assertivas, ajustadas com a demanda de sua aloja e uma política de compras coerente, são as sugestões da coordenadora acadêmica da Academia do Varejo, Patricia Cotti. “Às vezes o varejista tende a analisar o preço unitário da compra do produto, sem levar em consideração a demanda existente ou o tempo de saída daquele ‘pacote'”, alerta.

Outra atitude, esta, por sua vez, para ser tomada dentro da própria loja, é o controle de reposição. “não podemos deixar apenas nas mãos dos repositores terceirizados; é preciso um acompanhamento interno, tanto do repositor responsável quanto dos gerentes da loja”, afirma Francisco de Assis Carvalho, gerente do Supermercado Super Kiko.

Fonte: Revista Gôndola, nº 241 – Maio/2016

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