Grupo Sibéria e Bradesco recebem empresários em palestra sobre Macroeconomia

Heloísa palestrandoAconteceu ontem, dia 30 de junho, no auditório de convenções do Grupo Sibéria, a palestra “Cenário Macroeconômico e Cenário do Café” com a economista sênior do Bradesco, Regina Helena Couto Silva.

Estiveram presentes figuras importantes do meio empresarial de Carangola e região, além da presença ilustríssima do Presidente Conselheiro do Grupo Sibéria, Sr. Nefe de Oliveira Rodrigues.

A economista traçou um perfil macroeconômico da real situação econômica internacional e o seu reflexo no Brasil. Estatisticamente, os números colocam o país em um nível conhecido como “fundo do poço”, mas que não caracteriza efetivamente uma realidade negativa, pois como ela mesma afirma, alguns fatores, inclusive externos, tem favorecido nossa economia, como a piora do mercado de trabalho nos EUA que reforça quadro de alta gradual de juros, sendo bom para o Brasil. Outro ponto positivo é uma ligeira estabilidade medida nos gráficos financeiros nos últimos três meses, demonstrando um sinal discreto de melhorias. Apesar de ser um bom sinal, afirma Regina Helena, não impedirá que a taxa de desemprego cresça no Brasil até o final deste ano, principalmente no setor industrial. Ela afirma ainda que as empresas vão investir muito na classe C nos próximos anos, melhorando inclusive a qualidade dos produtos e dos serviços.

Em relação ao agronegócio, é um bom momento para o Brasil. Comparando os números da safra do ano anterior, houve um crescimento quase superior. Para os cafeicultores, a situação não é diferente. Os números mostram que o consumo de café continuará se expandindo no mundo, impulsionado inclusive pelos países emergentes.

Regina Helena foi bem criteriosa, mas otimista. Ela acredita que o momento agora é de “arrumar a casa”, evitar o desperdício e valorizar o que realmente é necessário. A medida que as pessoas começarem a perceber uma gradativa melhora no mercado vão voltar a consumir. A tendência de estabilidade econômica para o Brasil é somente para daqui uns 4 anos, conclui Heloísa.

 

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