Higienização e boas práticas no ambiente de trabalho

É incontestável que a ordem e limpeza de qualquer estabelecimento comercial, além de ser uma exigência legal, é fundamental para atrair os consumidores e manter uma boa imagem da empresa. Em época de acirrada concorrência, onde o consumidor está cada vez mais seleto e informado, ressalta-se a necessidade de os supermercados investirem uma atenção maior para manter a higiene nas lojas.
Higienização e boas práticas no ambiente de trabalho
Para minimizar possíveis problemas com os órgãos fiscalizadores, como autuações, multas e até mesmo interdições,  e também constrangimentos com os clientes, alguns supermercados tem adotado medidas intensivas no controle da higiene. A rede de supermercados Extrabom, durante a integração dos novos colaboradores proporciona um período de ambientação em cada departamento da empresa inclusive com quem não vai exercer a atividade de manipulação de alimentos. “Todos os colaboradores, logo quando são contratados, recebe treinamento sobre as noções básicas de boas práticas e higienização de equipamentos e áreas de manipulação de alimentos, onde ressaltamos a importância de manter tudo dentro das exigências da legislação”, explica o médico veterinário do Extrabom, Gláucio Cardoso.

Hoje, até os pequenos varejos dispõem de diferentes setores nas lojas, como padaria, açougue, rotisseria e hortifruti, áreas onde a operação principal é a manipulação de alimentos. O diretor comercial da Tecnoclean, empresa especializada em higiene e limpeza inconstitucional, Ary Chamon, enfatiza que são muitas as resoluções e portarias que regulamentam as boas práticas nestas áreas, o que torna preciso uma atualização constante dos colaboradores.

Para Ary, uma das formas de os supermercados estarem em conformidade com a legislação sanitária é manter como parceiro as empresas fornecem produtos químicos de higienização. “O supermercadista deve exigir que os fornecedores especifiquem os produtos adequados a cada tipo de sujidade ou contaminação e, que promova treinamento sobre o uso adequado dos produtos, enfatizando os procedimentos seguros tanto no que rege a segurança do manipulador quanto a segurança dos alimentos”, sugere.

O trabalho em conjunto com os órgãos fiscalizadores é também um ponto essencial para garantir as boas práticos nos serviços de alimentação. Para dra. Marizete, da Vigilância Sanitária do Estado do Espírito Santo, há a necessidade de o Estado fiscalizar toda a cadeia alimentar, do campo à mesa, mas por meio da parceria entre o comércio, consumidores e poder público é possível construir práticas mais produtivas e informações seguras sobre os produtos. o superintendente da Acaps, Hélio Schneider, acredita que o espírito colaborativo e o bom senso deve ser o caminho para melhorar a prestação do serviço entre os atores envolvidos (supermercadistas e órgãos fiscalizadores).

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