Reduzir Consumo é Fundamental

No ano de 2015, a Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) aplicou um reajuste médio na conta de luz de 65,72%, fragmentado em menores reajustes. Todos autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Como reflexo, o cliente de média tensão (padarias e comércio de maior porte) arcou com alta de 65,8%.

consumo de energia reducao de custos

Além desses reajustes, a Aneel também autorizou alta de 83% no custo da bandeira tarifária vermelha, que saltou de R$ 3 para R$5,50 a cada 100 quilowatts-hora (Kwh) consumidos. Especialistas dizem que o mercado não está preparado para altas desta dimensão. Se antes já era importante um planejamento para que a conta de luz não prejudicasse o faturamento da empresa, após estes reajustes faz necessário pensamento estratégico que busque nos detalhes formas de economizar energia.

Comissão

De acordo com Leonardo Rivetti, gerente de eficiência energética da CEMIG, o primeiro passo para obter economia de energia elétrica é a conscientização da importância e do valor da energia. Para economizar energia elétrica, existem duas formas, uma é reduzindo a potência das cargas a outra é reduzindo o tempo de funcionamento da carga. Segundo ele, para fazer o acompanhamento de consumo mensal, deve-se utilizar a conta energia pois informa o histórico de consumo e mostra o consumo total em KWh, além do consumo médio mensal.

Medição Diária

O GF Supermercados, que tem sede em Três Corações (MG), tem uma política de acompanhamento do consumo de energia elétrica há muito tempo e faz medições diárias para controlar gastos. “em alguns casos medimos com equipamentos específicos, mas na maioria das vezes nos baseamos pela leitura feita pela CEMIG”.

Outro que também adotou política de redução de energia elétrica é o Supermercado Candidés, que tem sede em Divinópolis (MG). “Somente em fevereiro de 2015, primeiro mês de implantação, houve redução de 15% em kwh, se comparado ao mesmo período do ano passado”, explica o proprietário Gilson Teodoro Amaral.

Projeto

Segundo o engenheiro eletricista Roberto Rodrigues Ayres, a economia de uma loja supermercadista começa na sua concepção, onde a construção visa a transferência de calor de dentro para fora. O projeto deve contemplar também o aproveitamento máximo da iluminação natural, possibilitando abrir jan elas, cortinas e persianas, além do suo de telhas translúcidas, ventilação adequada, claraboias, para que não seja necessária a instalação de ar-condicionado e ventiladores. “o ar-condicionado é um dos vilões da conta de energia elétrica de uma loja varejista”, diz.

Ao pintar a loja, o supermercadista deve escolher cores claras nas paredes e teto, já que elas refletem melhor a luz, diminuindo a necessidade de iluminação artificial.

Por outro lado, Ayres entende que no caso de lojas prontas e em funcionamento, a redução o consumo deve ser obtida por meio do adequado gerenciamento do seu uso final. Sabe-se que a demanda de consumo de um supermercado não é constante ao longo do dia. Ela representa um valor maior de 9h às 18h, quando geralmente a loja recebe maior número de clientes.

Neste período deve0se fazer um controle ainda maior dos chamados “vilões” da energia elétrica, que são, nesta ordem: ar-condicionado refrigeração, motores a ar comprimido e iluminação. “os varejistas devem criar uma política de redução de consumo para cada um desses itens”, ratifica.

Painéis Solares

Para especialistas, as condições geográficas do País favorecem a opção pela energia elétrica obtida através do sol. Para se ter uma ideia, a incidência solar no Brasil é muito maior do que em outros países que investem muito mais nesse tipo de energia, como a Alemanha, por exemplo. Além disso, o silício cristalino, matéria-prima das células fotovoltaicas, é encontrado em grandes quantidades por aqui. Outra vantagem é que as perdas por transmissão e distribuição de energia são reduzidas já que a eletricidade é consumida no local de produção.

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